ANIVERSÁRIO · MARÇO 2025
Oria Completa Dois Anos:
Uma Comunidade Que Floresce
Por Martín Iglesias · 15 de março de 2025 · 6 min de leitura
Há dois anos, a ideia de Oria era uma conversa entre Roberto Cipresso e eu, em um terraço de Barcelona, com uma garrafa de Brunello vazia entre nós. Hoje, essa conversa se converteu em terra escriturada, vinho engarrafado e uma comunidade de membros em quatro continentes.
Em 12 de março de 2023, registramos a ORIA 1.618 SAS na Itália. Éramos duas pessoas com um sonho ambicioso: democratizar a propriedade de vinhedos no Val d'Orcia, o território mais belo da Toscana, patrimônio mundial da UNESCO desde 2004.
Dois anos depois, paro para contar o que construímos.
Os números que importam
Não vou falar de valuations nem de projeções. Prefiro falar dos números que definem uma comunidade real. Membros na Europa, na América Latina e nos Estados Unidos. Uma primeira colheita concluída. As primeiras escrituras notariais assinadas. Giulia respondendo conversas em cinco idiomas, 24 horas por dia.
E o número de que mais gosto: zero membros que tenham pedido a devolução da sua associação. Em dois anos. Em uma proposta completamente nova, sem precedentes no mercado europeu.
O que aprendemos
O primeiro ano foi de construção. Estruturas jurídicas, cartórios italianos, acordos de processamento de dados, o modelo de alocação de vinho, a logística de entrega internacional. Coisas que não se veem de fora, mas que são o esqueleto de tudo.
O segundo ano foi de comunidade. A primeira colheita conjunta. As primeiras garrafas de Oria nas mãos de membros. As primeiras conversas de Giulia com pessoas que não sabiam nada sobre nós e que três meses depois assinaram uma escritura em Siena.
O que aprendemos: as pessoas não buscam um ativo. Buscam pertencimento. O vinhedo não é apenas um investimento em terra — é uma razão para voltar à Toscana, para falar de vinho, para pertencer a algo maior do que uma carteira financeira.
O que vem
O terceiro ano trará o hotel — quando as licenças UNESCO estiverem completas. Trará também a primeira exploração de Mendoza com Roberto. E trará mais membros, mais colheitas, mais garrafas com nomes próprios nos rótulos.
Mas o mais importante que vem é a consolidação de algo que já existe: uma comunidade de pessoas que compartilham terra, vinho e a convicção de que há formas mais belas de se relacionar com o mundo.
"Oria não é um produto. É uma forma de estar no mundo." — Martín Iglesias
Obrigado a cada membro que confiou nesta ideia quando ainda éramos uma conversa sobre uma garrafa vazia. O terceiro ano será extraordinário.
Você faz parte da história?
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